QUEM «FABRICOU» ALEXANDRE DE MORAES?

 



 

Depois de enfrentar tanta injustiça, tanta maldade e ver tanta desonestidade que fizeram com ele, Bolsonaro, apesar de todos os erros, é ainda a pessoa mais indicada para recolocar o Brasil nos trilhos. Precisa voltar, mas antes de se eleger, deve fazer publicamente sua Mea Culpa, do contrário assumirá o cargo num país ainda repleto de incertezas sobre as atitudes que irá tomar.


Jair Bolsonaro parece ser uma pessoa de bom caráter. Assumiu o governo e tratou de chamar tocadores de obras, especialistas em economia e demonstrou interesse em se acercar de gente honesta. Politicamente, no entanto, deixou tudo a desejar.

Antes de qualquer análise, convém fazer justiça há algo que o centrão procura obscurecer visando interesses próprios: a grande força que uniu a direita brasileira não foi Bolsonaro, como muitos gostam de repetir. Antes dele houve a Lavajato e Sérgio Moro.

Foi Moro e não Bolsonaro quem despertou  a direita brasileira.

Foi a atuação do juiz de Curitiba que uniu o Brasil na luta contra a corrupção política e foi a esperança por ele acenada que despertou a direita nacional. É bem verdade que Bolsonaro redimensionou e levou o assunto para as urnas, mas o cerne de tudo, surgiu antes, com Moro, Dallagnol e a Lavajato.

Infelizmente para o Brasil, muitos jornalistas e influenciadores que atualmente se dizem de direita, foram críticos ferozes da Lavajato, exigindo que Sergio Moro e que o procurador Deltan Dallagnol prestassem aos criminosos alguma regalias que não mereciam pelo simples fato de que tais regalias iriam prejudicar a sociedade como um todo.

E foi o que aconteceu. Preferiu o direito dos criminosos em detrimento dos direitos da sociedade.

Infelizmente a influência da religião no direito romano criou a máxima de que «todos são iguais perante a lei». E não é assim. As pessoas são desiguais e como desiguais devem ser tratadas.

Um criminoso com várias passagens pela polícia não pode ser tratado por um juiz dentro do mesmo parâmetro de igualdade que trataria um trabalhador que errasse pela primeira vez.

Uma empresa cujos proprietários corrompem governos há dezenas de anos, não podem exigir que a lei os afague como se fossem pequenos lojistas desavisados que erram no cálculo na hora de pagar imposto

Hoje aqueles críticos contundentes de Sergio Moro, assistem acovardados que juízes do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de MoraesDias ToffoliCarmem Lúcia e Gilmar Mendes, agindo com uma parcialidade revoltante, praticando crimes de abuso de autoridade que qualquer tribunal isento do mundo não hesitaria em condenar, são convidados para proferir palestras em universidades enquanto punem velhos, trabalhadores e donas de casa, mas jogam para baixo do tapete, crimes de figuras políticas que no terceiro governo Lula da Silva, continuaram enriquecendo ilicitamente.

Fazem o oposto: tratam inocentes como se fossem criminosos num evidente comportamento que tenta ocultar origens corruptas ou criminosas que visam satisfazer.

Jair Bolsonaro, é importante que a direita nacional reconheça e analise com profundidade para que os mesmos erros não se repitam no futuro, não se preocupou em retirar um só espaço político das garras da esquerda.

Nem sequer tentou desarticular uma mínima parte do eixo de maldades que os governos petistas haviam instalado e que continuaram funcionando em todos os setores da vida nacional durante sua administração, especialmente nas áreas de ensino e imprensa.

Rompeu com Sérgio Moro e permitiu que o mal vencesse e extinguisse o vigor da Lavajato durante um episódio que poderia estar envolvendo proteção a um de seus familiares.

As universidades federais continuaram com os mesmos professores ativistas e mal intencionados que não bastasse terem ajudado o Partido dos Trabalhadores a liquidar completamente o ensino no Brasil, continuaram fazendo as mesmas pregações marxistas enquanto o presidente se preocupava em fazer motociatas para demonstrar poder e popularidade, coisas que o futuro lhe mostrou serem completamente vaidosas e infrutíferas.

Várias confissões de criminosos durante a Lavajato, inúmeras delas de empresários, outras tantas de homens do próprio governo petista, como a de Antônio Palloci, comprovaram a corrupção generalizada dentro da administração Lula da Silva, enquanto jornais e revistas brasileiras como a Veja publicaram matérias provando que o Partido dos Trabalhadores financiava campanhas políticas com dinheiro do narcotráfico.

Não apenas o conjunto destes fatos, mas apenas alguns deles isoladamente, seriam mais que suficientes para o então presidente Bolsonaro exigir o fechamento do partido sindicalista, exigir que os libertados pela manobra juridicamente ridícula do STF voltassem à prisão e o Brasil teria tido outro destino.

Escrevendo sobre o assunto, no ano de 2010 o então jornalista Reinaldo Azevedo que mais tarde teve um surto até os dias atuais inexplicável de esquerdismo, afirmou em um de seus artigos para a Veja:

«A história dos petistas e do governo Lula com as Farc pode ser contada em capítulos. Nem é preciso fazer uma pesquisa muito exaustiva. Comecemos por observar que, ao longo dos anos, o lula-petismo tem sido mais duro com o governo constitucional e democrático da Colômbia do que com os narcoterroristas.»

Hoje todos esperam que os problemas do Brasil sejam solucionados por Donald Trump — ao mesmo tempo em que aumenta a certeza que o Partido dos Trabalhadores — de modo criminoso e atentando contra o Estado Democrático — recebeu dinheiro do exterior e, pior ainda, oriundo do narcotráfico, para vencer eleições. E o que é inimaginável para qualquer país com uma única autoridade decente, não aconteceu nada!

A direita brasileira tenta se iludir que é dever do presidente do Estados Unidos, a maior economia e a maior potência bélica do planeta, envolvido tanto em guerras quanto em grandes processos econômicos em várias regiões do mundo, se preocupar em solucionar os problemas de honestidade de nossos políticos e colocar moralidade nas nossas Cortes…

As Forças Armadas foram outra grande decepção. Os comandantes militares não respeitavam Bolsonaro, talvez por ter chegado apenas a capitão e ele, ao contrário de reagir, fez muito pouco para colocá-los em seu verdadeiro lugar. Deveria mandá-los para a reserva e tratar de impor sua autoridade em vez de ficar pensando que fazer reuniões ministeriais coroadas por gritos e palavrões iria impor respeito.

Este tipo de comportamento apenas acentuou a vulgaridade que alguém pode encarar o cargo que ocupa e sem dúvida estimulou direita-boca-suja que hoje infesta as redes sociais com jornalistas e influenciadores que «doutrinam» a intervalos de palavrões e obscenidades, não sabem dizer uma única frase sem que comecem a «latrinar» pela boca.

E também não se importam que crianças e adolescentes aprendam com eles a forma adequada para destruir a moralidade e o próprio idioma enquanto ingenuamente os assistem.

Os militares, que antes haviam jurado defender a Constituição e proteger o país (de inimigos externos, mas também internos, coisas que não fazem), esqueceram seus hinos, cantos e promessas e passaram a assistir calados e obedientes aos desmandos de Alexandre de Moraes e seus comparsas instalados no STF e TSE que publicamente e com o conhecimento de toda a nação, se utilizaram de manobras inconstitucionais e criminosas com o objetivo de alterar o resultado eleitoral. E conseguiram.

Jair Bolsonaro só perdeu as eleições porque não teve nem coragem nem disposição para colocar autoridades criminosas na cadeia. Ficava se lamentando enquanto o povo esperava que reagisse com destemor.

Como resultado de sua tibieza para enfrentar as desonestidades esquerdistas tanto no parlamento quanto no judiciário, Jair Bolsonaro viabilizou que neste terceiro período de governo Lula o desvio de dinheiro voltasse solto, desta vez envolvendo vários setores da administração, do empresariado e de organizações narcotraficantes, um irmão do presidente, seu filho e até outros membros de sua família.

Bolsonaro perdeu tempo repetindo cansativamente e de maneira ridícula e populista para quem exerce a presidência de um nação, que estava “jogando dentro das quatro linhas” .

Enquanto insistia na bobagem, a esquerda nacional e os juízes do STF, do TSE colocavam fogo na arquibancada do estádio!

É preciso repensar o passado que quisermos um Brasil melhor para o futuro.

Jair Bolsonaro foi, em verdade, o grande responsável pelo surgimento de Alexandre de Moraes.

Moraes não era ninguém.

Moraes não era ninguém. Aliás, era um obscuro ex-promotor cuja indicação para ministro da Corte Suprema talvez tenha sido uma forma de Michel Temer evitar embaraços familiares. O ex-presidente pode ter trocado um cargo de ministro da Corte Superior brasileira pelo silêncio a respeito de possíveis constrangimento que certamente haveriam de surgir se o conteúdo do telefone de sua esposa fosse revelado publicamente.

Tão logo Alexandre de Moraes foi indicado, uma das primeiras coisas que o Jornal O Globo disse a respeito dele, foi que para escrever um livro de direito constitucional, o futuro ministro tinha plagiado — diga-se “colado” — grandes trechos de autoria de um magistrado espanhol e usado como se fossem seus.

Outros, mais maldosos, insinuaram que o ato do então presidente Temer, em afastar a competência constitucional da Polícia Federal e preferir acionar Moraes para investigar uma chantagem que sua esposa estava sofrendo depois de ter o celular invadido, teria sido porque o antigo promotor e então Secretário de Segurança Pública de São Paulo possuía ligações próximas com o crime organizado de quem, no passado, teria sido advogado.

Pelo sim, pelo não, como agradecimento ou coincidência, Moraes resolveu o caso em tempo recorde, ninguém ficou sabendo o que havia no telefone e logo depois foi nomeado para ministro da Justiça e na primeira vaga — aberta coincidentemente por um trágico e misterioso acidente aéreo — foi parar no Supremo Tribunal Federal.

Já ao início do mandato, Bolsonaro se irritou com ele e o chamou de canalha porque entre tantos outros descalabros, — em flagrante desrespeito à constituição — Moraes resolveu que não o deixaria nomear para a direção da Policia Federal um nome de sua confiança.

O Brasil esperou que o próximo passo fosse o único digno e compatível com a atitude de um presidente destemido, eleito por uma maioria esmagadora, para governar o país cujo sistema é presidencialista (e não juristocrata ou parlamentar), exigir a punição de Moraes e colocá-lo em seu devido lugar.

Que causasse até uma crise política se fosse preciso, mas precisava mostrar autoridade; ter a hombridade de colocar-se à altura da esperança que o povo depositou nele.

Naquele momento a maioria dos brasileiros aguardava que o presidente exigisse a punição do juiz-criminoso que havia decidido — contrariamente à lei e à Constituição — praticar abuso de autoridade, inaugurando uma sequência interminável de crimes e ilícitos que se seguiu depois.

Com um presidente firme, ousado, corajoso e dedicado à preservar a lei e a ordem, o juiz deveria ser preso em flagrante e colocado à disposição do parlamento nacional para que este examinasse, rigorosamente de acordo com a lei, o crime de responsabilidade que havia, dolosamente, acabado de cometer.

Não aconteceu isto.

Mesmo com todo o apoio popular e sob o amparo da lei e da Constituição… Bolsonaro não fez nada.

Ou ainda, fez.

Baixou a cabeça e pediu desculpas!

Como nascem os ditadores de araque

E, a partir de então, nunca mais Alexandre de Moraes foi o mesmo.

Depois de dobrar um presidente, passou a dobrar o próprio tribunal e nele os dois juízes colocados por Bolsonaro — que podendo ter feito a escolha entre os maiores juristas do país, preferiu alguém que fosse “evangélico”.

Se as duas escolhas de Bolsonaro, em vez de serem terrivelmente evangélicas fossem «terrivelmente jurídicas» espelhadas em homens como Paulo Brossard de Souza Pinto, Nelson Hungria, Aliomar Baleeiro, Orozimbo Nonato, entre tantos que dignificaram o STF, com certeza qualquer um de seus escolhidos fariam Moraes se transformar num ilustre boca-calada.

Nos dias atuais uma boa parte do evangelismo brasileiro acoberta e participa de crimes de narcotráfico, lavagem de dinheiro, e corrupção no meio parlamentar…

Moraes vergou a espinha dorsal de toda a Corte e junto com ela as duas indicações bolsonaristas. E a partir de então, começou a mandar na imprensa e depois no país inteiro.

Uma coisa não se pode deixar de se lhe reconhecer: Moraes tem uma coragem estupenda e não se intimida com cara feia nem se deixar levar por agrados bajuladores. Abusa, se prevalece, aceita a prática de atitudes vergonhosas e imorais incompatíveis com seu cargo tomadas dentro da própria família e manda, aos gritos, calar a boca de quem ousa criticá-lo.

Nem sequer se preocupou em jogar a própria esposa e filhos no mar de lama que surgiu com as denúncias envolvendo o Banco Master.

Na verdade até Dias Toffoli, mesmo aparentando embriaguez numa participação perante a corte, se mostrou mais ousado e corajoso que os dois indicados de Bolsonaro ao impor seu ponto de vista perante uma Corte que há muito se deixou envergonhar pela própria insignificância em que foi transformada.

Neste meio lodoso e cercado de falcatruas, os empresários dizem amém porque frequentaram faculdades onde professores tiveram Paulo Freire como grande pensador.

O povo também aceita  tudo porque o ensino foi destruído desde o primeiro ano dos governos socialistas;

Os parlamentares se calam porque Alexandre de Moraes não os respeita e basta um olhar atravessado para que todos se borrem de medo.

Bolsonaro, por sua vez, teve medo de gritar com a Polícia Federal e deixou que Adélio Bispo ficasse rindo e bem cuidado, com todo o conforto e assistência médica enquanto policiais federais, de isenção duvidosa, discutiam teses científicas a respeito do que ia na cabeça de Adélio.

O homem que impôs ao Presidente da República um futuro de idas e vindas para o hospital, várias cirurgias e um sofrimento infindável, saiu impune e vencedor. E cumpre a pena em condições infinitamente mais vantajosas do que o próprio Bolsonaro, condenado mais tarde graças a vilania de Alexandre de Moraes e alguns de seus asseclas espalhados pelos três poderes.

Bolsonaro poderia ter fechado a Secom e cessado de dar dinheiro público para a imprensa viciada e também criminosa. Deveria ter encerrado o Bolsa-Família, mas aumentou seu valor. Teve medo de terminar com o ócio e a preguiça que Lula havia criado. Poderia ter colocado toda a fiscalização da Receita Federal para apurar a sonegação de impostos que muita Rede de Televisão, muito banqueiro e muito empresário socialista de caviar sempre praticaram impunemente.

Nem isto fez. Passou o mandato inteiro chamando a Rede Globo de Globo Lixo, mas antes de deixar o governo tratou de renovar o contrato de concessão da emissora.

Bolsonaro, hoje humilhado e desrespeitado, está recebendo o troco por pensar que o politicamente correto é algo em que a esquerda também acredita. Não percebeu que apenas a direita estúpida acredita numa baboseira destas!

Político no Brasil que faz parte de segmentos comunistas e socialistas não é adversário, é inimigo.

Da mesma forma que o chamado “Centrão” nada mais é que um aglomerado de cafajestes, ladrões e oportunistas que são eleitos porque a estrutura de comando dos partidos políticos é especialmente preparada para isto.

Ainda assim, mesmo com tudo isto, Bolsonaro deveria voltar.

Depois de enfrentar tanta injustiça, tanta maldade e ver tanta desonestidade que fizeram com ele, é a pessoa mais indicada para recolocar o Brasil nos trilhos.

Mas precisa voltar com raiva.

Não pode deixar que todo o mal praticado por juízes, por políticos e especialmente por uma dezena de jornalistas e todas as grandes redes de televisão continuem sem punição.

“Apaziguar a sociedade” como alguns políticos gostam de pregar depois de terem roubado à vontade, é algo que precisa acabar. E acabar de forma radical. Para que sirva de exemplo.

Michel Temer é um dos mais insistentes em “apaziguar”. Não olha, no entanto, para as próprias atitudes pessoais e de seus aliados feitas num passado recente e que foram fundamentais para gerar o ódio e intransigência entre as pessoas.

Uma vez eleito, Bolsonaro precisa, como Trump, fazer no primeiro ano de mandato tudo que deixou de fazer nos quatro anteriores.

Bolsonaro merece voltar, mas não como um presidente ajoelhado na frente de um bispo cuja igreja é acusada de cometer crimes em vários países. Nem pedir desculpas a um funcionário público — seja ele juiz ou auxiliar administrativo — que queira ir além dos limites do próprio cargo.

O que o Brasil precisa é de alguém que mude seu futuro. E que grite quando for preciso gritar.

 

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