ANDRÉ MENDONÇA ESTÁ COMPROMETIDO COM QUEM? COM A CONSTITUIÇÃO, A LEI E O POVO OU COM PASTORES, BISPOS E COLEGAS DE EVANGELISMO?

 


 

Um dos grandes erros cometidos por Jair Bolsonaro foi seguir o exemplo de Lula, Dilma e Temer e nomear ministros do STF pessoas mais comprometidas com movimentos e modismos populares do que com a lei. «Notável Saber Jurídico» é coisa que a quase totalidade de ministros do atual colegiado do Supremo deixou de ter há muito tempo.

Bolsonaro ou talvez pessoa muito chegada a ele parece tê-lo convencido que em agradecimento à febre do evangelismo, deveria esquecer aspectos técnicos para colocar ministros evangélicos. E talvez com isto obter mais votos na reeleição.

O que ganha o Brasil com ministros evangélicos?

Vamos convir, uma vida dedicada a Deus, uma vida celibatária, de amor ao apostolado e a pregação de regras morais, de preservação da família e luta pela paz social é uma profissão nobre que sempre foi respeitada em nosso país. Não é, todos sabemos, a vida que levam a quase totalidade dos pastores e bispos evangélicos.

O Brasil está repleto de milhões de famílias humildes, pobres, quase miseráveis, que perderam o pouco que tinham porque foram induzidas por pastores e bispos, estelionatários da fé, a entregarem o pouco que tinham.

Pode-se falar mal da Igreja Católica e do mal que cardeais e bispos comunistas fizeram ao Brasil nas última décadas. O debacle inegável do número de fiéis do catolicismo e respectivo crescimento do televangelismo abusivo e vigarista, só se deve porque a CNBB resolveu brigar com a sociedade, jogando a opinião dos pobres e necessitados, contra a classe alta e média. Bispos católicos comunistas destruíram  a Igreja que os sustentou e educou.

Mas apesar do mal comunista, não se pode dizer que a igreja tenha explorado os pobres. Ao contrário, a Igreja Católica Apostólica Romana, mantem cemitérios, hospitais, creches, escolas, faculdades, universidades e uma série de outros serviços que estão à disposição do povo.

No dia de hoje todos assistimos pela televisão, entre tantos, os senadores Sergio Moro, Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e Márcio Bittar revelarem — com documentos — tudo que Jorge Messias, o candidato de Lula a uma vaga no STF, fez de forma a afrontar a lei, a Constituição, a família e ao mais importante dogma do cristianismo: o direito à vida. Messias simplesmente esqueceu a lei para agradar a um homem desonesto e mentiroso que uma chicana comandada por Edson Fachin, recolocou na Presidência da República.

E quando, possivelmente por um descuido de consciência, uma pequena parte da podridão que existe no Senado Federal teve um lampejo de moralidade pública e rejeitou a indicação de Lula, André Mendonça, o candidato terrivelmente evangélico de Jair Bolsonaro, não apenas fez campanha velada para Messias como, ao vê-lo fracassar na votação do Senado, afirmou, segundo a Folha de S.Paulo, que teria dito “

“O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”

Com quem, afinal, está comprometido o ministro André Mendonça? Não teria ouvido todas as denúncias feitas por Senadores durante a sabatina de Messias? O ministro quer colocar no STF alguém isento, que realmente tenha uma sabedoria jurídica invulgar, ou pensa que — como ele — bastará ao futuro candidato ser evangélico?

Ou ainda que, não sendo evangélico, não serve para ser ministro?

Senhores, o povo está cansando de entrevistadores, apresentadores, influenciadores, senadores, políticos, enfim, todos que de alguma forma precisam ter simpatia popular, de só falarem se no discurso existirem frases como “em nome do Senhor”, “Jesus Cristo”, “de acordo com o evangelho deste ou daquele”.

Estas pessoas não estão sendo sinceras. Um país inteiro, mesmo que um grande milagre surgisse em seu meio, não teria tanta “manifestação cristã” repentina de amor a Jesus quanto o Brasil tem hoje. É puro fingimento. Estas pessoas ficam repetindo descaradamente o nome de Deus em vão, mas logo em seguida jogam famílias no desespero, na fome e na miséria.

E os governos, e os sistemas policiais ficam quietos. Todos sabem que é vigarice, puro estelionato e não fazem nada.

Valdemiro Santiago e Edir Macedo há muito deveriam estar na cadeia se não tivesse ocorrido tanta cegueira intelectual e religiosa de parte de todos os governos que sucederam os militares, a partir de 1985.

Não foi um repentino despertar da fé cristã entre os políticos. Na verdade todos apoiaram os vigaristas porque queriam receber votos em retribuição!

O estelionato religioso tomou conta do país. Ministros como André Mendonça, que parece ser uma pessoa honesta e bem intencionada, deve cuidar mais do que fala, deve policiar seus pensamentos. Há algo que ele possa dizer, olhando de frente à qualquer órgão de imprensa, que desminta tudo que se disse de verdade sobre o caráter de Messias no dia de hoje durante a sabatina no Senado?

O que o faz defender tanto Jorge Messias, ao que infelizmente se vê, é o fato de desejar mais um evangélico no STF como se isto fosse sinônimo de isenção e honestidade.

E não é. A mesma imprensa que apoiou a candidatura de Kássio Nunes Marques cujo filho acaba de ser acusado de ter recebido 18 milhões do Banco Master, hoje — talvez por ser dominada em boa parte por novos “evangélicos” simplesmente não comenta o fato.

Nem a Polícia Federal têm coragem de pelo menos iniciar um processo de investigação por possível crime de Tráfico de Influência!

Que tipo de honestidade evangélica é esta?


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