DOIS SENADORES A SERVIÇO DO CRIME
Os militares — únicos que poderiam ter
isenção, força moral e poder coercitivo para impor a ordem verdadeiramente
democrática e que já foi solapada, cometem a desonra de tornar o juramento à
bandeira, uma promessa de fingido patriotismo que tem servido basicamente para
que uns fiquem fazendo continência aos outros.
No Brasil
dos dias atuais todos os cidadãos têm medo de dizer a verdade a respeito de
políticos porque certamente, de dentro do tribunal maior do país, partirá
alguma ordem para que o autor da ousadia seja enquadrado em algum crime contra
a democracia e jogado, como medida cautelar, numa cela fétida e
insalubre, até que morra, como Alexandre de Moraes fez com
o Clériston Pereira da Cunha e que, por ser o primeiro um dos
ministros do Supremo Tribunal Federal, o caso ficou por isto mesmo..
Por aqui
não existe autoridade alguma com coragem e determinação suficientes para
prender todos os juízes corrompidos que desmoralizam o país, coisa que somente
as Forças Armadas teriam condições de fazer, mas são frouxas demais para isto
ou então já tiveram seus comandantes devidamente cooptados da forma como os
governos petistas sempre souberam fazer muito bem.
Diante
deste autoritarismo ignóbil, de republiqueta bananeira, por temor de se ir
parar na cadeia, torna-se muito difícil sustentar uma frase como a que titula
este artigo, sem que antes se faça um longo e necessário raciocínio jurídico.
Se o leitor tiver paciência, podemos fazer isto de uma forma bem suscinta e
ainda com possibilidade de abrir alguns olhos pacatos ou preguiçosos.
O fato é
simples: a atual composição do Supremo Tribunal Federal, com toda a
certeza a mais odiada e juridicamente a mais desonesta em toda a história da
república, transformou a instituição num escudo infamante para seus abusos e,
não bastasse tanta indignidade, tornou-a uma casa de tolerância, vil e barata
que, a despeito de tantas desonras — o povo, origem e legitimidade de todo o
poder — tolera tudo e não vê surgir em seu seio uma só força capaz de pôr fim
ao descalabro moral, a insegurança jurídica, a desonestidade política, a
violência das ruas e a covardia militar que grassam como peste em todos os
recantos da nação.
Se ninguém
fizer nada, os atuais membros do Supremo Tribunal Federal só deixarão seus
cargos se e quando quiserem. O povinho eleitor não pode escolhê-los e, a par
disto, ainda os vê nomeados para ficarem no cargo a vida inteira até que
resolvam ou sejam compelidos a se aposentar.
Frente as
atuais dez figurinhas, o Brasil não pode fazer nada. Não passa de um gigante
castrado que fala fino e baixa a cabeça para qualquer juiz arrogante e de
cultura jurídica duvidosa que gritar na sua cara.
Alexandre
de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli são campeões da bandidagem jurídica, isto
é, dizer que têm apoio legal quando praticam abusos vergonhosos e recorrentes
sem que nada ou ninguém tenha coragem de expedir um mandado ou uma ordem que os
afaste de seus cargos.
No Brasil
da indignidade, nada, força alguma, é capaz de conter o crime praticado por
juiz da Suprema Corte.
Os militares — únicos que poderiam ter isenção, força moral e
poder coercitivo para impor a ordem verdadeiramente democrática e que já foi
solapada, cometem a desonra de tornar o juramento à bandeira, uma promessa de
fingido patriotismo que tem servido basicamente para que uns fiquem fazendo
continência aos outros, enquanto divagam imaginando guerras e atos heróicos que
pessoalmente nunca tiveram; tendo êxtases de prazer ao colocar medalhas no
peito de antigos terroristas que assassinaram brutalmente os também seus colegas
militares do passado.
Assistem
calados e acovardados o desmonte que os governos socialistas vem fazendo em
suas próprias tropas.
O comunismo
chinês já tomou conta de boa parte da indústria, da infraestrutura
e das riquezas do subsolo brasileiro, mas a estupidez militar acha que isto faz
parte da economia, quando, em verdade, não consegue enxergar que não passa de
uma vil e desonesta compra-e-venda da integridade nacional.
Ainda
assim, todos eles continuam sendo sustentados para fazer exercícios físicos e
cantar hinos enquanto a classe política assalta o país e o Poder Judiciário
acoberta ou até cria os próprios atos que denotam abertamente sua falta de
vergonha.
Diante de
uma realidade como esta, com todas as instituições acovardadas, coube a alguns
brasileiros valentes e orgulhosos do solo onde nasceram, defender a
Constituição e, através de princípios assegurados por lei, exigir através de
petição formal, perante o Senado Federal, que o comportamento criminoso de
Ministros do Supremo Tribunal Federal fossem investigados e julgados.
Que
decepção…
Inicialmente Rodrigo
Pacheco e logo depois Davi Alcolumbre, cujo
comportamento pessoal já foi motivo de sérias dúvidas de honorabilidade e
honestidade, proibiram o exercício deste direito!
Tanto um
quanto o outro, de comportamento completamente desonesto e idiota, resolveram
que o Regimento Interno do Senado Federal é o instrumento mais poderoso em toda
a hierarquia legislativa do pais. E, pior ainda, todos os demais
senadores acham que eles têm direito de agir assim. E
respeitaram o abuso como se fosse lei e os abusadores como dotados de
autoridade para praticar crimes que depreciam e desacreditam a Constituição do
país.
O Brasil
realmente merece os políticos que escolhe. A esperança de um imenso eleitorado
tolo e idiota serão as próximas eleições onde esperam fazer maioria, mesmo
sabendo que o processo eleitoral continuará sob controle da mesma quadrilha
criminosa e venal que impôs uma eleição anterior viciada pelos próprios juízes
que dela deveriam cuidar.
Juridicamente
o Regimento Interno do Senado Federal é uma resoluçãozinha vagabunda,
corporativa, que não têm e nunca terá o condão de superar a Constituição ou as
leis ordinárias. Por mais ordinárias que sejam a leis e por
mais ordinário que seja o povo do pais onde elas vigorem.
O mesmo se
pode dizer do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com base no qual
os ministros diariamente ofendem, menosprezam e suspendem prerrogativas dos
advogados sem que a OAB tenha a dignidade de defendê-los.
É preciso
que alguém examine as coisas como elas verdadeiramente se apresentam:
Abuso de
autoridade é crime previsto em lei;
Prevaricação
é crime previsto em lei;
Usurpação
de função pública é crime previsto em lei;
Desobedecer
determinação constitucional quando a desobediência implicar ato doloso, é crime
previsto em lei e, finalmente;
Proceder de
modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo também é crime
previsto em lei.
A
Constituição Federal (52,II) diz que compete privativamente ao Senado Federal
processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal nos crimes de
responsabilidade.
A lei 1079,
que regulamenta os processos por crime de responsabilidade (chamados de
impeachment) é claríssima ao determinar que a Mesa do Senado deve ler a
denúncia no próximo expediente e depois a encaminhar a uma comissão especial
eleita para, no prazo de dez dias, examinar se o pedido deve ser aceito ou não.
Nada
poderia ser mais claro.
Atualmente
no cargo de presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao proibir o
prosseguimento do devido processo constitucional, comete tantos crimes que a
maior surpresa é o fato de ninguém do Ministério Público, da Justiça Comum, ou
qualquer outra autoridade civil, religiosa ou militar — que teria ao menos a
coragem moral de denunciar os abusos, fique calada como se nada estivesse
acontecendo.
É o
comportamento cafajeste e criminoso mandando no país.
Quem deve
resolver se um pedido de impeachment será aceito ou não, certamente não é o
senhor Rodrigo Pacheco ou o senhor Davi Alcolumbre, mas o Senado da
República como um todo.
Quando a
Constituição diz “cabe ao Senado”, está delegando um
dever a ser cumprido. Se o presidente da Casa resolve que crimes não serão
investigados, É EVIDENTE que está ele sim, praticando outro crime, o de
acobertamento.
Alcolumbre e
antes dele Rodrigo Pacheco, cometeram um primeiro crime: usurpar uma
função pública que não é sua e sim dos senadores, isto é, a representação
coletiva de todos os Estados da federação.
O exame que
resta fazer, então, não é dos demais crimes cometidos tanto por Rodrigo
Pacheco enquanto esteve presidindo a Casa, quanto pelo atual
criminoso, Davi Alcolumbre. Nem o Senado Federal e muito menos
o Brasil pode ficar se humilhando frente a ousadias corruptas e criminosas.
Ambos são,
ao mais claro dizer da lei, no mínimo, prevaricadores.
E se os
militares resolverem que não devem proteger o povo de seus inimigos internos,
então é chegada a hora do povo decidir que não precisa ficar mantendo tropas
militares em tempo de paz.
Que ganha
um país para sustentar soldados que não agem para proteger o povo?
Os crimes
estão claros, o que precisa ser esclarecido é o desejo já escancaradamente
manifestado, de não punir os criminosos. Eles não apenas negam
direitos claramente definidos em lei, como se arvoram o direito de mandar
prender os cidadãos que os denunciam.
Pessoas do
governo, entre as quais ministros, deputados, senadores, presidentes das duas
casas legislativas e uma infinidade de outros servidores públicos estão
cometendo ou já cometeram dezenas de crimes e estão sendo poupados graças a uma
omissão vergonhosa, cretina e imperdoável de autoridades que foram eleitas ou
que recebem sustento para cuidar da segurança, saúde, educação e equilíbrio
social da população e não o fazem. Como os militares, por exemplo.
Onde estas
pessoas pretendem jogar o Brasil?
Existem
autoridades brasileiras, dentro dos três poderes, que abusam, roubam,
enriquecem ilicitamente, prejudicam a nação, tolhem liberdades, libertam
criminosos ao arrepio da lei e quando se sentem ameaçados, imediatamente acenam
com medidas para “pacificar” o país ou “modernizar” as
instituições. Afirmam que é o povo que está ficando violento ao cobrar retidão
de seus comportamentos sujos e miseráveis.
Recentemente
em entrevista à imprensa o ministro Gilmar Mendes, do STF, cuja
conduta profissional altamente duvidosa suscitou milhões de críticas de
brasileiros, declarou expressamente:
— “precisamos
de um novo pacto republicano. Eu sustentei isto...procurei o presidente Lula, o
presidente Mota, o presidente Fachin e o Alcolumbre solicitando que que nos
reuníssemos...
Os “presidentes” que
Gilmar citou (do Executivo, do Legislativo (Câmara e Senado) têm um histórico
familiar que mais se assemelha ao da família Corleone, de O Poderoso
Chefão.
São os
homens que Gilmar deseja convidar para moralizar o país...
Observem
que pessoas como Gilmar têm certeza que ficarão blindadas contra quaisquer
investigações ou punições futuras... Tudo que tanto ele quanto quaisquer outros
ministros do STF ou titulares dos outros dois poderes, tenham feito que pudesse
configurar algum crime, torna-se impensável como possibilidade de castigo. A
solução, de acordo com estas pessoas, é o povo simplesmente esquecer os abusos
e crimes que eles próprios cometeram, inventar uma nova lei ou algum código de
conduta, e depois seguir em frente.
O
esquecimento é o remédio que vez por outra o povo brasileiro é obrigado a tomar
por ordens de cafajestes e criminosos que se alternam no poder. Punição mesmo,
só se aplicará ao cidadão comum. Os criminosos com poder, estes estarão há
mundos de distância da lei e o povo está obrigado a trabalhar dia e noite para
sustentá-los.
Por
enquanto — dada a impunidade dos maus, resta aos bons apenas continuar
meditando sobre as palavras de THOMAS JEFFERSON ao falar sobre situações como
estas que estamos vendo: