O DUVIDOSO E MAL VISTO ENREDO FACHINIANO
«Ainda que
fosse duvidoso o local onde os processos tramitaram, o direito a ser protegido
pelo Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro deveria ser sempre o da
sociedade que foi roubada, mas jamais o dos criminosos que a roubaram.»
No Brasil vermelho e aceito cordatamente pelos
militares, o Supremo Tribunal Federal é o lugar onde a dúvida favorece o crime.
Ao providenciar vergonhosamente a soltura de Lula
da Silva e mesmo sabendo que seu gesto iria anular condenações de
dezenas de criminosos comuns, o ministro Edson Fachin trocou a
sobriedade da lei pela inconstância nebulosa de uma decisão que certamente
algum dia irá macular irreparavelmente seu nome.
E terá merecido isto. E se ainda estiver vivo, deverá
pagar pelos prejuízos financeiros que sua atitude causou.
Um juízo isento não pode deixar que o país seja
roubado em bilhões de dólares e jogadas no lixo dezenas de confissões
espontâneas, milhares de provas cuidadosamente reunidas durante vários anos,
gastos enormes dos cofres públicos e mesmo suas próprias decisões anteriores,
para atender uma alegação jurídica de que os criminosos deveriam ser julgados
numa cidade e não em outra.
Edson Fachin agiu com uma falta de moralidade
indesculpável. Tanto jurídica quanto socialmente. Ainda que fosse errado ou
duvidoso o local onde os processos tramitaram, o direito a ser protegido pelo
Supremo Tribunal Federal (STF) deveria ser sempre o da sociedade que foi
roubada, mas jamais o dos criminosos que a roubaram.
Existe um princípio jurídico que deve ser
obrigatoriamente aplicado quando se trata de administrar uma nação. É conhecido
por in dubio pro societate e determina que, em caso de
dúvida, toda vez que se tratar da coisa pública, a decisão deve ser favorável à
sociedade.
É uma regra usada em todos os países livres e cultos
do mundo e que, pela obviedade de seu conceito, é obedecida e aplicada em todas
as sociedades humanas onde existam governos confiáveis, judiciários honestos e
juristas de sabedoria mediana.
Uma decisão judicial não pode prejudicar uma sociedade
inteira para proteger um grupo de crápulas apenas por estarem ligados a
políticos importantes e talvez juízes da própria Corte.
Desta forma, não pode ser mais lógico e justo que os
Tribunais apliquem o in dubio pro societas onde exista
conflito entre interesses individuais e coletivos, devendo prevalecer os
interesses da sociedade:
- em questões que afetam a ordem pública e o interesse social,
priorizando o benefício da coletividade;
- na interpretação de normas que possam impactar o conjunto da
população, optando-se pela solução que melhor atenda aos interesses da
comunidade e, por derradeiro, mas jamais sem esgotar os casos,
- em decisões que envolvam recursos ou bens públicos, privilegiando o
uso que beneficie o maior número de cidadãos;
Caso em algum momento processual tenha existido
dúvidas a respeito da competência da Justiça do Paraná para julgar os crimes de
Lula da Silva e seus cúmplices, certamente essa dúvida foi rechaçada mais de
uma dezenas de vezes.
Edson Fachin e todos os demais membros do
Supremo Tribunal Federal (STF), muito especialmente Dias Toffoli,
Gilmar Mendes, Carmen Lúcia e colegas, foram condescendentes e cúmplices
com um dos golpes mais vergonhosos e prejudiciais, cometidos contra a população
brasileira — um povo de gente pobre e crianças abandonadas, malvestidas
e famintas — pois tiraram dela milhões de dólares que foram
distribuídos entre cafajestes e bandidos já condenados com sentenças
transitadas em julgado. E talvez, pouco mais tarde, também tenham retirado
deste mesmo povo, o direito de escolher livremente seu governante, através de
uma eleição cuja honestidade na apuração dos votos, até os dias atuais,
continua atravessada na garganta dos que não têm medo de pensar.
A decisão de Fachin e todas as demais que dela
decorreram precisam ser anuladas. E tanto ele quanto seus colegas precisam ser
investigados e responsabilizados com base na lei de probidade administrativa
porque não é normal que um Tribunal Superior não saiba princípios que protegem
a sociedade desde sempre.
Estas pessoas precisam ser punidas. E não se pode
permitir que seus crimes acabem esquecidos.
O Brasil e suas Forças Armadas continuarão permitindo o antro de atos obscuros em que foi transformado o Supremo Tribunal Federal?
Pessoas pobres morreram porque o governo não teve
verbas para atendimento hospitalar, estudantes deixaram de receber merenda
escolar, homens, mulheres e até crianças foram assassinadas nas ruas enquanto
iam para o trabalho ou para a escola porque depois dos roubos e desvios de
verbas públicas, o governo não teve dinheiro para custear uma segurança
adequada.
E não bastasse tanta afronta à população. por ato
também de Fachin, se permitiu placidamente que o crime organizado tomasse conta
de todas as principais cidades do país. Levantado apenas o primeiro véu,
começam a aparecer ministros e ex-ministros de tribunais superiores envolvido
com criminosos e narcotraficantes.
O mesmo tribunal que tergiversou ao dever de justiça ao proporcionar que Lula da Silva, pela terceira vez, retornasse ao poder, continuou vergonhosamente cumplice próximo e silencioso quando uma administração ainda mais faminta e mais delinquente que as duas anteriores ressurgiu das cinzas e retomou o hábito dos escândalos que timbraram seus dois governos anteriores.
Os membros do governo Lula da Silva III e talvez pessoas de sua família, como filho e irmão, foram acusados de envolvimento com desvio de bilhões de dólares roubados de aposentados, viúvas, doentes, órfãos e pensionistas e o sindicalista avesso à honestidade, com o apôio vergonhoso de ministros do STF fizeram de tudo para protegê-los.
Tão ou mais vergonhosa que a atitude de Fachin, foi
certamente a de seu colega Dias Toffoli, também do STF, que
mandou devolver aos ladrões da Lajajato todo o dinheiro por eles roubado!
Dias Toffoli, como vários de seus colegas, pouco antes
de ingressar no Supremo Tribunal Federal tinha um patrimônio irrisório se
comparado ao que a imprensa conseguiu apurar durante um dos tantos escândalos
envolvendo a honestidade e o caráter dos ministros da Corte.
Depois de tanta deslealdade cívica e completo senso de
imoralidade, não seria de espantar, se a sociedade exigisse o fim do Supremo
Tribunal Federal e a criação de outra Corte Suprema para
substituí-lo considerando o acentuado grau de descrédito a que foi levado.
A sociedade não pode esperar que se passem 50 anos
para que a atual composição de ministros altamente suspeitos de terem cometido
diversos tipos de crimes, resolvam se aposentar.
É preciso agir e apurar responsabilidades!
Serão, no mínimo, duas gerações de brasileiros que
irão viver sob leis interpretadas por um coletivo de funcionários públicos de
moralidade duvidosa.
Extinguir o Supremo Tribunal Federal,
colocar em disponibilidade todos os ministros atuais, substituí-los
provisoriamente por juízes do Superior Tribunal de Justiça até que uma nova
composição seja escolhida e instaurar os procedimentos necessários para
investigar e julgar os atos criminosos até aqui já consumados é a melhor
solução para o país.
Mas isto não é coisa que se espere de um Brasil atual.
Temos uma classe de políticos desonestos demais para fazer isto e um povo
inculto demais que à cada eleição os reconduz ao poder.
Após a decisão de Edson Fachin, a
imprensa, como biruta de aeroporto e apurado faro pelo dinheiro do governo,
virou de direção e rapidamente, como num passe de mágica, passou a apoiar os
detratores da Operação Lavajato, uma das operações de
Judiciário que mais orgulhou o Brasil e fez vistas grossas para os condenados,
que passaram a ser libertados um após o outro.
E novamente grande parte dos jornalistas, dignos de
repulsiva execração pública, passaram a idolatrar Lula da Silva,
que por sua vez, recomeçou a mantê-los obedientes graças às polpudas verbas
federais que o governo sempre soube como fazer chegar às suas mãos.
Aliás, estas pessoas precisam ser processadas. Não
pelo fato de terem emitido opinião, mas porque dolosamente mentiram e enganaram
enquanto insinuavam estar noticiando fatos verdadeiros. Deixaram de ser
jornalistas para se tornar assalariados ativistas a serviço de partidos
políticos.
Isto não é e nunca foi jornalismo. Não se pode fazer
uso de direitos garantidos para uma profissão tão nobre como o jornalismo para
depois usá-los como escudo de um ativismo político mercenário e irresponsável.
Não foram apenas indícios, fofocas ou perseguição
política que colocaram Lula da Silva e seus amigos na cadeia.
Foram provas.
Muito se disse, também, que pelo menos três juízes do
Supremo Tribunal estavam na mira da Lavajato por venderem sentenças. E pelo
rumo que o juiz Sérgio Moro estava dando aos processos, não
seria de duvidar que muito cedo acabariam presos.
O ato de Fachin e de seus colegas foi um ultraje ao
país. É preciso que o futuro investigue tudo.
De outra parte, também é imprescindível saber por que
durante os governos do Partido dos Trabalhadores, o Gabinete
de Segurança Institucional (GSI), (normalmente composto em grande parte por
militares das três forças) e todos os órgãos de inteligência dos governos
petistas, durante quase vinte anos não conseguiu descobrir nada que se fazia em
frente a seu nariz, enquanto lá no sul do país, na distante Curitiba, apenas
um juiz e um promotor honestos e determinados conseguiram descobrir tudo.
Os incapazes de agir com correção, sejam eles juízes,
presidentes, ministros ou generais, precisam ser afastados da sociedade e
condenados como criminosos comuns, pois praticaram crimes comuns e no Brasil
são tratados como inocentes freiras vivendo em conventos.
Devem cumprir a pena ao lado de criminosos comuns para
que tenham tempo e condições de aprender a diferença entre ser autoridade e ser
criminoso. O Estados Unidos faz isto e não consta que a população viva em
piores condições com que vivem os brasileiros, seja sob qualquer ângulo social
e político que se examine.
Também é imprescindível que o país vá atrás do bilhões
de dólares roubados dos aposentados, recupere-os e devolva-o aos cofres
nacionais. E — muito especialmente — também fazer com que os funcionários e
juízes que tenham contribuído para a consumação ou a impunidade dos crimes,
sejam chamados a responder com seus patrimônios pessoais pelo prejuízo causado.
Um tribunal sério e composto por pessoas honestas, não
pode ordenar, em defesa de incidentes meramente processuais e insignificantes
para modificar o mérito das sentenças, que se devolva aos criminosos o produto
de seus crimes livremente confessados e, alguns valores, espontaneamente
devolvidos aos cofres do governo.
Autoridades assim devem ser punidas com mais rigor até
por consideração à situação de pobreza e miserabilidade em que vive grande
parte da população. E todos devem responder com seus bens pessoais pelos
prejuízos que suas viciadas ou venais decisões proporcionaram.
Entre os anos de 2018 e 2025, o Supremo
Tribunal Federal cometeu abusos jurídicos infinitamente mais
graves que qualquer um cometido por Sérgio Moro e Deltan
Dallagnol durante todo o tempo de Lavajato.
E o mais inacreditável ainda: durante todo esse tempo
de abusos diários, nem a imprensa, nem a Ordem dos Advogados do Brasil, nem
a Associação Nacional da Magistratura, nem as Forças
Militares se manifestaram em favor de um verdadeiro Estado de Direito.
Estas instituições, na verdade, se provaram
desnecessárias. Não podem nem devem contar com qualquer auxilio vindo através
dos impostos pagos pela sociedade. Foi um festival de cumplicidade e covardia
em uma pátria abandonada.
O que antes era crime nas mãos de Sérgio Moro e Deltan
Dallagnol virou defesa da democracia nas mãos de um pequeno
grupo de ativistas, jornalistas e autoridades de mentalidade imoral, servil e
criminosa.
O ministro Alexandre de Moraes teve a desfaçatez de ficar calado frente a denúncias da existência de um contrato em que sua esposa recebeu milhões de dólares de um banqueiro-criminoso.
Este é o país cujas forças militares há muito deixaram de defender a pátria porque foram convencidos que só poderão agir o dia que o país entrar em guerra. Antes disto, a roubalheira é livre e arbitrariedade corre solta.
